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    Sebastião Brandão

    SÉRIE BIOGRAFIAS
    SEBASTIÃO BRANDÃO
    SEBASTIÃO BRANDÃO (n. Pirenópolis, 20/01/1900 – f. Pirenópolis, 07/04/1977) foi sapateiro, músico, cantor e ator pirenopolino.
    Era filho do dr. João Luiz Teixeira Brandão, primeiro pirenopolino médico, diplomado em 1889 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, e de Maria Epifânia Borges. Era neto paterno do Coronel Joaquim Luiz Teixeira Brandão, que foi deputado federal, membro do conselho de intendentes e um grande benemérito da educação meiapontense, pois cedeu em 1868 gratuitamente uma casa de sua propriedade para que ali funcionasse o Colégio Senhor do Bonfim, dirigido pelo Dr. Francisco Henrique Raimundo Trigant des Genettes. Sua avó paterna era Josefa Alves de Amorim (Pequetita), filha do Capitão Luiz Alves de Amorim e de Ana Joaquina da Paixão Veiga.
    Era católico praticante e membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento em Pirenópolis. 
    No local onde está a casa verde era a sapataria de Brandão. Foto Google
    Sebastião Brandão foi um exímio sapateiro, fabricava e reformava sapatos, chinelos, botas etc. Seus trabalhos eram muito requisitados pelos seus conterrâneos, e com o tempo a sapataria, que funcionava próximo de sua residência na Rua Nova, passou a ser um ponto de encontro para boa prosa e desafios de charadas.
    Sebastião casou-se em 17/05/1924 com RIGOLETA DE AQUINO ALVES, filha de José Florentino Alves e de Maria Tomázia de Aquino, com quem teve Maria Nazian Brandão.
    Com o falecimento de sua esposa, casou-se pela segunda vez, em 29/09/1928, com ELVIRA DA VEIGA CARVALHO, filha de Custódio de Carvalho e de Isabel Pereira da Veiga, com quem teve Leda Brandão, Sebastião Brandão, Maria das Dores Brandão, Ana Otília Brandão, Neves Bárbara Brandão, João Luiz Teixeira Brandão, Inácio Brandão, Sérvio Brandão e Tassiano Brandão.
    Casarão onde morou e faleceu Sebastião Brandão. Imagem Google.
    Em 1939, Sebastião Brandão arrematou em hasta pública o casarão construído por seu avô, o coronel Joaquim Luiz Teixeira Bandão, para onde se mudou com a segunda esposa, e quando faleceu, em 07/04/1977, deixou a casa em doação para o filho Sérvio Brandão, professor aposentado, que nela ainda reside com sua família.
    Aclamado ator teatral, suas interpretações no palco arrancavam efusivas palmas da plateia. Durante toda a vida, até mesmo quando ficou doente, ele trabalhou nas artes cênicas. Gostava dos papéis que exigiam que o personagem cantasse porque podia mostrar outra habilidade sua, que era a voz afinada e forte, sua marca pessoal. Havia momentos, no entanto, que o bom músico que era exigia dele participação na orquestra da peça, e a contragosto tinha que deixar o palco para tocar. Sebastião Pompêo de Pina Júnior (Tãozico Pompeu), diretor teatral pirenopolino, era compadre do xará e não o deixava de fora. Era sempre seu convidado para papéis de destaque. Na peça “A graça de Deus”, Brandão já estava adoentado mas ainda assim representou o personagem do Cura, e cantou afinado e com voz firme.
    Sobre os dotes musicais do biografado, passemos a palavra ao seu filho Tassiano Brandão: “Quando o dr. Brandão, que era o pai dele, foi embora, pediu ao Mestre Propício que tomasse conta. Disse: ‘É um filho que eu tenho, vou ter que sair, mas ensina para ele a letra e a música.’ Com isso meu pai pegou uma amizade muito grande com o Mestre Propício. E diziam que o Mestre Propício comentava que foi um investimento bom que a banda fez. Reportando ao José Joaquim do Nascimento, ele disse que não viu até hoje um sopro de bombardino igual ao meu pai. Ele tocou baixo no início, mas devido ter um bom sopro, logo foi para o bombardino e aí ficou. E posteriormente na orquestra do teatro, quando ele não ia representar, tocava trombone. E violoncelo no coro da igreja. Então, três instrumentos dependendo do lugar que ia.”
    Era um dedicado músico, ensaiava todas as noites. Tocava bombardino até por volta de onze horas. Mas para não incomodar vizinho, parava e pegava o violoncelo até meia-noite ou mais. Dormia pouco. 
    A formação original da Orquestra Pireneus
    Em 1923, quando Sebastião Pompêo de Pina Júnior (Tãozico Pompeu) fundou em Pirenópolis a Orquestra Pireneus, o próprio Mestre Propício, também integrante, convidou Sebastião Brandão, então músico da Fênix, para fazer parte de sua composição, e embora tocasse bombardino, passou para o trombone para suprir a necessidade do conjunto, que foi considerado à época o melhor de Goiás.
    A respeito de sua diversidade instrumental, ouçamos novamente Tassiano Brandão: “Ele aprendeu bombardino. Depois ele, já mais velho, falou para Luiz de Aquino que queria tocar o violoncelo. E Luiz de Aquino, para mexer no brio porque querida que ele aprendesse, falou que ele não aprenderia, que somente poderia fazê-lo no conservatório de música. Meu pai falou: ‘Vou mostrar que eu aprendo.’ Aprendeu sozinho, tocou e desceu a rua abaixo. Luiz de Aquino disse que lembrava dele com o violoncelo numa mão e o arco na outra. Chegou para mostrar para ele: ‘Fala uma peça que você quer que eu toque.’ Luiz de Aquino falou e ele tocou.”
    Quando Pompeu Christovam de Pina assumiu a Banda Fênix, no início dos anos 1960, tentou consolidá-la com a presença dos músicos mais antigos, que haviam tocado anteriormente. Um dos convidados para compor a reestruturada corporação musical foi Sebastião Brandão. Conta-nos ainda Tassiano: “Pompeu sempre teve muita ligação com meu pai, os dois sempre tiveram muita amizade. Meu pai havia afastado, estava com problema na banda, não queria tocar, e Pompeu pediu para que ele voltasse. Ele falou que a embocadura estava ruim, estava destreinado. Então mandaram fazer uma dentadura nova para ele. Nos primeiros ensaios chegou a sangrar a boca de tanto esforço que ele fazia para a interpretação. Isso já na época do Vasco, quando Pompeu assumiu a direção. Meu pai tinha afastado por outras coisas alheias à música, por problemas internos da banda. Mas Pompeu o buscou de novo para a banda e ele firmou. Mas já estava mais velho, não estava dando conta.
    Dr. João Luiz Teixeira Brandão
    Uma observação interessante sobre o biografado é que ele não tinha ritmo para dança. Possuía um ouvido fantástico para a música e não dava conta de dançar. Corpo duro.
    Antes dos setenta anos de idade o Mal de Parkinson o atingiu. As mãos não firmavam mais e a perna esquerda se arrastava quando andava. Logo não conseguiu mais tocar por falta de firmeza. Mas contam que certo dia, já idoso, ouvia a banda ensaiar no casarão vizinho à sua casa, com a mão em concha no ouvido e ao passar Pérsio Forzani ali próximo, comentou: “O bombardino não quer firmar.”
    Violoncelo Stradivarius semelhante ao de Brandão
    O violoncelo que tocava é um Stradivarius ou Estradivário. Tassiano conta que o instrumento “esteve no conservatório de música de São Paulo por dois anos, emprestado a um jovem da família de Freitas de Jaraguá, porque pertenceu ao avô dele que o trouxe de São Paulo. Sebastião à época, década de 1950, descobriu que ninguém naquela família tocava mais e o comprou. Depois de emprestado, foi devolvido. Atualmente está num conservatório de música de Nova York.
    Sebastião Brandão faleceu em Pirenópolis em 07/04/1977, aos 77 anos de idade, bastante comprometido pelo Mal de Parkinson, que o fez definhar e sofrer. Deixou numerosa família que se espalhou pelo Brasil afora.
    Adriano Curado
    Fonte:
    JAYME, Jarbas. JAYME, José Sisenando. Pirenópolis: Casas dos Homens. Goiânia: IPEHBC / SGC / UCG, 2002, 170 p.
    JAYME, Jarbas. Famílias Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia: Ed. UFG, 1971. Vol. II.
    Entrevista com Tassiano Brandão em 05/03/2005.
    Agradecimento ao Marcus Vinícius Brandão, filho de Tassiano, pela fotografia de seu avô.
  • Utilidades

    Horários de ônibus
    Brasília/Pirenópolis: 7h30 10h00 12h00 17h00
    Pirenópolis/Brasília: 9h30 10h30 16h00 19h00
    Goiânia/Pirenópolis: 17h
    Pirenópolis/Goiânia: 9h15 
    Anápolis/Pirenópolis: 8h 11h 14h00 15h30 18h15 
    Pirenópolis/Anápolis: 6h30 9h30 12h30 15h30 17h
    Rodoviária de Pirenópolis – Fone (62) 3331 1080
    _______________________

    Vapt Vupt-Pirenópolis (Serviços) – Rua Direita

    *CAIXA*- Paga conta de luz, água, telefone, coloca credito e outros serviços.

    *DETRAN*- Foto de CNH, renovação de CNH, transferência e outros serviços relacionado ao Detran.

    *Multifuncional*- Serviços de 1° e 2° via de CPF.
    Agendamento de carteira de trabalho em Anápolis no ministério do trabalho.
    E vários outro serviços relacionado a internet.

    *SEFAZ*- Secretaria da fazenda

    *JUCEG*- Junta comercial do Estado de Goiás

    *SSP*- Secretária de Segurança Pública
    Serviços de Identidade; 1° via não paga nada, requisitos: Xerox mais a original, CPF, 2 fotos 3×4 certidão de nascimento ou casamento ou averbação de divórcio, Comprovante de endereço, água ou luz.
    2° via paga somente R$ 30,00

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    Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música


    APLAM
    Academia Pirenopolina de Letras,
    Artes e Música
    Centro Municipal
    de Artes e Música Ita e Alaor
    Praça Emmanoel
    Jayme Lopes, Centro Histórico, Pirenópolis, Goiás.
    aplam.org –
    academiaaplam@gmail.com

    CONVITE

         Na
    conformidade do artigo 4° do Regimento Interno da Academia
    Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM),
    estão CONVIDADOS
    os Acadêmicos para uma reunião de Assembleia Geral Ordinária
    a realizar-se no dia 1º
    de abril de 2017,
    às 10
    horas, no Centro
    Municipal de Artes e Música Ita e Alaor, localizado na Praça
    Emmanoel Jayme Lopes, Centro Histórico, Pirenópolis, Goiás,
    com a obediência da seguinte ordem do dia:


    SUGESTÃO
    DE ATUAÇÃO DA

    APLAM
    EM 2017

    ELABORAÇÃO
    DO CALENDÁRIO ANUAL DE REUNIÕES
    Pirenópolis,
    07 de março de 2017.
    Adriano
    Curado
    Presidente
    da A
    PLAM

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    Sérgio Pompêo de Pina

    SÉRIE BIOGRAFIAS
    SÉRGIO POMPÊO DE PINA

    Sérgio Pompêo de Pina (Palmeiras de Goiás, 11/05/1942) é instrumentista, compositor e luthier.

    Começou
    a estudar música aos 20 anos com o maestro Vasco da Gama de Siqueira
    tocando saxofone tenor. Com menos de mês de estudo entrou para a Banda
    Fênix.

    Tocou na orquestra da peça “As Pastorinhas” por uma décadas, sob a regência de Braz Wilson Pompêo de Pina.

    Tocou na orquestra do Coral Nossa Senhora do Rosário nas décadas de 1960 e 1980.

    Mudou-se para Goiânia após casar-se com Amália Rosa de Sá, na década de 1970.

    A
    convite do maestro e regente Braz Wilson Pompêo de Pina Filho, tocou na
    Banda da Prefeitura de Goiânia e, em seguida, foi transferido para a
    Orquestra Sinfônica de Goiás, sob a regência do maestro Braz, no início
    dos anos 1980.

    Em 1985 retornou a Pirenópolis e aos estudos na Banda Fênix, onde atuou até o ano de 1998.

    Compôs aproximadamente 10 músicas, dentre elas se destacam:

        Foi ilusão (bolero)
        Saudades de Pirenópolis (valsa)
        Saxofone de Gafieira (chorinho)

    No ano de 1996 compôs o Hino de Pirenópolis com Isócrates de Oliveira para o concurso. Porém este hino não foi eleito.

    Como
    artesão luthier, produziu e reformou diversos instrumentos de corda e
    de sopro, como: violão, bandolim, cavaquinho, flautim.

    Eleito
    para a Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM), tomou
    posse em 27/08/2016, Cadeira XXXIX Patrono: Clovis Roberto Gomes.

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    Comissão Cruls

    Evento lembrando a passagem da Comissão Cruls (que demarcou o território do futuro Distrito Federal) por Pirenópolis. Foi um belíssimo evento na casa da família do dr. Olympio Jayme (Thales Jose Jayme e Tasso José Jayme), inclusive com a partipação da Banda Fênix e presença do embaixador da Bélgica no Brasil, Dirk Loncke, do prefeito de Pirenópolis, João Batista Cabral, da secretário estadual de Educação, Raquel Teixeira, de membros da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM) e da Comissão Pirenopolina de Folclore (CPF). Um boa oportunidade para relembrar o esplendor da velha Meia Ponte.

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    Adahyl Lourenço Dias

    SÉRIE BIOGRAFIAS
    ADAHYL LOURENÇO DIAS

    Adahyl Lourenço Dias (n. Pirenópolis, 6.5.1911 – f. Anápolis, 7.5.2002) foi advogado, escritor, jurista, promotor público, delegado de polícia, vereador e prefeito de Anápolis
    Filho do advogado José Lourenço Dias (1886 – 1939) e de Artemísia de Siqueira Dias. Sua mãe era filha do Major Silvino Odorico de Siqueira (1856 – 1935) e fazia, como todas suas irmãs, parte do Coro da Banda Euterpe, que cantava na Igreja Matriz de Pirenópolis. 
    Seu pai foi cirurgião-dentista, advogado e político. Dele nos fala Jarbas Jayme: “José Lourenço Dias é, incontestavelmente, um dos mais competentes e acatados causídicos de Goiás, foi intendente municipal de nossa terra, eleito a 20.9.1919, e promotor público da comarca, nomeado interinamente, em 19.7.1915 e efetivado a  6.2.1916. Passou-se para Bonfim e daí para Anápolis, onde é dono do maior e mais bem organizado escritório do Estado, possuindo uma biblioteca extraordinária. Nessa grande tenda de trabalho militam com o experimentado causídico, três de seus filhos, bacharéis pela Faculdade de Direito de Goiás. Eleito suplente de Senador, tomou assento no Palácio Monroe, onde desfrutou da estima e do respeito de seus pares. Autodidata, fez-se por si, pois nunca experimentou estabelecimentos educacionais. Jornalista primoroso, fundou e dirigiu, em Anápolis, o apreciado semanário ‘Voz do Sul’.” (Famílias, pp. 50/1)
    Eram irmãos de Adahyl: Napoleão, Pedro, Ewerton, Petrônio, Benedito, Wilson, Teresinha, Ami e Eunice.
    Casarão onde nasceu e viveu na juventude a mãe de Adahyl
    Adahyl transferiu-se com seus pais para a cidade de Bonfim (hoje Silvânia) em 1923, onde continuou os estudos, vindo depois a prestar exame de admissão no antigo Liceu de Goiás (1925) na Cidade de Goiás, à época Capital do Estado, aprovado em primeiro lugar.
    Posteriormente, quando da transferência do Seminário de Santa Cruz da Diocese de Goiás, para Bonfim, nele passou a frequentar até a instalação do Ginásio Anchieta, criação e fundação do saudoso Dom Manoel Gomes de Oliveira.
    Matriculou-se na antiga Escola de Direito de Goiás e posteriormente transferiu-se para a Faculdade de Direito de Goiás (1931), que reabria suas portas depois de um grande período de fechamento por questões políticas, bacharelando-se em 16/12/1933.
    Exerceu a Procuradoria Fiscal da Prefeitura de Bonfim de 1927 a 1930, quando renunciou ao cargo para acompanhar o movimento político da Aliança Liberal, que dirigiu a Revolução de 1930 e levou ao Governo Federal Getúlio Vargas.
    Em outubro de 1930 transferiu residência para Anápolis. Em 1932 exerceu o cargo de promotor público. Em 1933 foi nomeado membro do Conselho Consultivo da Prefeitura de Anápolis pelo Interventor Federal. Em 1933 foi nomeado Interventor Escolar do Estado de Goiás. Em 1935 foi eleito Vereador da Câmara Municipal de Anápolis. De 1934 a 1936 exerceu a Diretoria da Antiga Escola Normal de Anápolis (hoje Colégio Auxilium). Em 1937 exerceu o cargo de Delegado Auxiliar de Polícia da Secretaria de Segurança Pública.
    Em 1938 foi nomeado Delegado Regional da Primeira Zona, cargo que recusou.
    Exerceu o cargo de Delegado Florestal do Ministério da Agricultura.
    Fundou e dirigiu o primeiro Ginásio de Anápolis, posteriormente transformado em Ginásio Arquidiocesano e atualmente Colégio São Francisco. Fundou e dirigiu a Conferência São Vicente de Paula, que instalou o primeiro asilo dos pobres da região. Fundou com outras pessoas o Clube Recreativo de Anápolis (CRA).
    Fundou e dirigiu com seu pai o jornal “Voz do Sul”, que circulou de 1930 a 1939, com o objetivo de defender a mudança da Capital do Estado para Goiânia. 
    Fundou e dirigiu a Escola de Instituição Militar em Anápolis, chamada “Tiro de Guerra”.
    Em 1947 exerceu o cargo de prefeito de Anápolis. Posteriormente foi outra vez eleito Vereador de Anápolis, presidindo a Câmara Municipal, sendo reeleito em nova eleição.
    Advogado militante, nunca deixou sua profissão. Foi consultor jurídico da Associação Comercial de Anápolis; advogado credenciado do antigo Sindicato dos Trabalhadores de Teatro de São Paulo, no quadro de Assistência Judiciária. Exerceu o cargo de Delegado da Ordem dos Advogados em Anápolis (1939).
    ENTIDADES A QUE PERTENCEU:
    Membro da Associação de Imprensa de Goiás e a Associação Brasileira de Imprensa. Conselheiro da Ordem dos Advogados em Goiás. Membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas. Membro da Academia Nacional de Direito do Trabalho. Membro da Academia Internacional de Jurisprudência e Direito Comparado. Membro do Instituto Luso-Brasileiro de Direito. Membro efetivo do Instituto dos Advogados do DF. Membro da Academia Anapolina de Letras e Artes.
    Advogado José Lourenço Dias, pai de Adahyl
    TÍTULOS QUE RECEBEU:
    Comendador pela Ordem Gomes de Souza Ramos. Título de Benemérito do Lions Clube de Pirenópolis. Título de Honra ao Mérito do Rotary Club de Anápolis Região Leste, pela Sociedade Cristã Ortodoxa Beneficente de Anápolis. Diploma de Mérito pela União dos Escoteiros do Brasil. Titular Acadêmico do Centro Cultural, Literário e Acadêmico de Felgueiras, Portugal. Diploma expedido pela Ordem dos Advogados do Brasil, em reconhecimento pelos serviços prestados ao Direito e à Justiça no 50º ano de exercício da advocacia (1983). Diploma de Colaborador da 1ª Semana Nacional Mudancista da Universidade de São Paulo, pelos Centro Acadêmicos: XI de Agosto e XI de Maio (1957). Medalha Santo Ivo Patrono do Advogado, conferida pela Fraterna Ordem de Cristo, pela conduta moral, social, profissional e cristã (1933).
    Obras publicadas:
    Habeas Corpus
    Recurso de Habeas Corpus
    Habeas Corpus originário
    Dos Avais Sucessivos e Simultâneos
    Prescrição da Ação Penal
    Salários da Concubina
    Foro do Inventário
    Do Risco Aéreo
    Da Retroatividade da Lei Fiscal
    Da Fraude à Execução
    Fato Novo como Razão de Decidir
    Do Pagamento de Custas
    Dos Efeitos Jurídicos do Vale
    Da Apelação em Concurso de Credores.
    Dos Justos e Honorários de Advogado na Cobrança Cambial
    A Concubina e o Direito Brasileiro, Editora Freitas Bastas, 1961.
    O Desquite no Direito Brasileiro
    Aparatas
    A Boa Fé no Seguro de Vida em Grupo
    A Prova na Investigação de Paternidade
    Usucapião e Seus Elementos 
    Eestudos em homenagem ao professor Washington de Barros Monteiro, Editora Saraiva, 1982
    Venda a Descendentes, Editora Sugestões Literárias, 1971; José Konfino, 1976; Forense, 1985.
    O Vale no Direito Brasileiro, Editora Revista dos Tribunais, 1974.

    Adahyl na juventude – cortesia Natalina Fernandes

    O grande destaque desse ilustre pirenopolino foi defender o direito da concubina (mulher que vive maritalmente com homem, sem estar com ele casada), numa época em que isso era um escândalo. Seus estudos foram a base para o reconhecimento da “companheira” no novo Código Civil, onde está equiparada à esposa.

    Faleceu em 7 de maio de 2002, ao completar 91 anos de idade.
    Uma Escola Municipal no Bairro Santos Dumont, na cidade de Anápolis, leva seu nome. Em Pirenópolis infelizmente é desconhecido. 
    Foi Membro Efetivo Fundador da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM), Cadeira VIII Patrono: Luiz Gonzaga Jayme. Posteriormente, impedido pela idade avançada de se fazer presente às reuniões e diante da importância de sua pessoa, passou a ser Membro Honorário da Academia, Cadeira XLI Patrono: Antônio Fleury de Souza Lobo, o único a receber tal distinção até o momento. É patrono da Academia Anapolina de Letras (ANALE).
    Fonte:
    JAYME, Jarbas. Famílias pirenopolinas – Vol. V. Goiânia: UFG, 1973.
    Site da Academia Brasileira de Direito do Trabalho – http://www.andt.org.br/
    Site da Ordem dos Advogados de Brasil, Seção Goiás – http://www.oabgo.org.br/oab/home/
    Site da Prefeitura Anápolis – http://anapolis.go.gov.br/portal/
    Arquivo da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música.
    Arquivo da Academia Anapolina de Letras (ANALE).
    Reunião para fundação da APLAM. Adahyl é o segundo da esquerda p/ direita.
    Legenda da última foto, que foi tirada em 1994, na sede da AABB de Pirenópolis, na Rua Aurora: da esquerda para a direita: Pérsio Ribeiro Forzani, Adhayl Lourenço Dias, José Carlos Gentili, Victor Tannuri, Emílio Terraza, Luiz Armando Pompêo de Pina e João Luiz Pompêo de Pina.



    Adriano Curado

  • BIOGRAFIAS

    As biografias aqui
    publicadas são de personalidades da Cidade de Pirenópolis. Os dados
    geralmente são coletados em pesquisa nos registros públicos,
    entrevistas com familiares, bibliografia especializada.
    A finalidade desta página
    é apenas a de divulgar personalidades que tenham se destacado em
    nossa cidade. Não há a intenção de denegrir a imagem de ninguém.
    As pesquisas são
    contínuas, e à medida que novas biografias ficarem prontas, serão
    gradativamente publicadas neste espaço. Quem desejar ver a história
    de vida de alguém publicada aqui, entre em contato conosco.
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